quarta-feira, 19 de março de 2014

Além da interpretação (TRIBUNA DE MINAS 19/03/2014)

Juiz de Fora sempre teve uma formação baseada no teatro amador, mas fragmentada e de curto prazo. Acho que estamos começando a engatinhar para algo que possa culminar em iniciativas profissionalizantes." É com olhar otimista que Marcos Marinho, um dos mais atuantes realizadores de teatro em Juiz de Fora, avalia o cenário local da formação de atores. Para ele, idealizador de iniciativas importantes para a classe, como a Caravana Mezcla de Palhaços e o Teatro Lido, uma das grandes lacunas é a falta de um curso universitário. "A cidade tem demanda para isso. É só ver quantas pessoas estão fazendo e já fizeram teatro e que não precisariam ter saído daqui para obter um diploma. Além disso, é preciso pensar em Juiz de Fora como uma cidade-polo, que atrai pessoas de dezenas de outros municípios. Isso, certamente, aconteceria com as artes cênicas", opina.



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Aprofundamento no estudo da arte

Segundo o diretor do CCBM, Zezinho Mancini, o curso oferecido pela instituição, que tem inscrições abertas até a próxima sexta-feira, é um avanço na possibilidade de formação de uma nova geração de artistas na cidade. A iniciativa é voltada a pessoas com mais de 16 anos que possuam ou não histórico no teatro. "Normalmente, os alunos, que têm entre 18 e 22 anos, passam a ter uma relação diferenciada a partir desse contato. Temos um foco muito bem definido, não é algo voltado para quem busca um hobby ou uma atividade terapêutica. Buscamos um aprofundamento na arte, que só conseguimos atingir porque trabalhamos com pessoas com mais maturidade. Fazemos, por exemplo, oficinas que mexem muito com a intimidade, os sentimentos dos alunos, algo muito rico para ser usado em cena e que seria mais difícil com crianças ou adolescentes muito jovens", explica Zezinho, que já foi docente em duas edições da iniciativa, que está em seu sétimo ano. Após a análise das inscrições, será divulgada, no dia 28, uma lista com 40 selecionados para participar de uma vivência teatral em grupo, entre 31 de março e 3 de abril. Desse encontro, serão escolhidos 20 alunos para integrar a turma de 2014, cujo resultado será divulgado no dia 4 de abril.
Aluno de duas edições anteriores do curso, Felipe Moratori agora atua como professor. Ele ainda participa da oficina de teatro do Gente em Primeiro Lugar, da Funalfa. "Acho que os dois programas são pontapés iniciais muito importantes para a formação de atores na cidade. Nenhum deles tem o objetivo de profissionalizar o aluno, mas ambos dão diretrizes para que os participantes que vislumbram essa possibilidade possam buscá-la. O curso do CCBM pode, inclusive, ser o embrião de um trabalho neste sentido, já que dura sete meses e trata de questões aprofundadas com profissionais qualificados e um plano pedagógico bem estruturado. Este formato pode, de repente, apontar para a criação de um curso técnico."
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matéria completa no link
http://www.tribunademinas.com.br/cultura/alem-da-interpretac-o-1.1439406

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