sábado, 26 de agosto de 2017
quarta-feira, 19 de março de 2014
Além da interpretação (TRIBUNA DE MINAS 19/03/2014)
Juiz de Fora sempre teve uma formação baseada no teatro amador, mas fragmentada e de curto prazo. Acho que estamos começando a engatinhar para algo que possa culminar em iniciativas profissionalizantes." É com olhar otimista que Marcos Marinho, um dos mais atuantes realizadores de teatro em Juiz de Fora, avalia o cenário local da formação de atores. Para ele, idealizador de iniciativas importantes para a classe, como a Caravana Mezcla de Palhaços e o Teatro Lido, uma das grandes lacunas é a falta de um curso universitário. "A cidade tem demanda para isso. É só ver quantas pessoas estão fazendo e já fizeram teatro e que não precisariam ter saído daqui para obter um diploma. Além disso, é preciso pensar em Juiz de Fora como uma cidade-polo, que atrai pessoas de dezenas de outros municípios. Isso, certamente, aconteceria com as artes cênicas", opina.
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Aprofundamento no estudo da arte
Segundo o diretor do CCBM, Zezinho Mancini, o curso oferecido pela instituição, que tem inscrições abertas até a próxima sexta-feira, é um avanço na possibilidade de formação de uma nova geração de artistas na cidade. A iniciativa é voltada a pessoas com mais de 16 anos que possuam ou não histórico no teatro. "Normalmente, os alunos, que têm entre 18 e 22 anos, passam a ter uma relação diferenciada a partir desse contato. Temos um foco muito bem definido, não é algo voltado para quem busca um hobby ou uma atividade terapêutica. Buscamos um aprofundamento na arte, que só conseguimos atingir porque trabalhamos com pessoas com mais maturidade. Fazemos, por exemplo, oficinas que mexem muito com a intimidade, os sentimentos dos alunos, algo muito rico para ser usado em cena e que seria mais difícil com crianças ou adolescentes muito jovens", explica Zezinho, que já foi docente em duas edições da iniciativa, que está em seu sétimo ano. Após a análise das inscrições, será divulgada, no dia 28, uma lista com 40 selecionados para participar de uma vivência teatral em grupo, entre 31 de março e 3 de abril. Desse encontro, serão escolhidos 20 alunos para integrar a turma de 2014, cujo resultado será divulgado no dia 4 de abril.
Aluno de duas edições anteriores do curso, Felipe Moratori agora atua como professor. Ele ainda participa da oficina de teatro do Gente em Primeiro Lugar, da Funalfa. "Acho que os dois programas são pontapés iniciais muito importantes para a formação de atores na cidade. Nenhum deles tem o objetivo de profissionalizar o aluno, mas ambos dão diretrizes para que os participantes que vislumbram essa possibilidade possam buscá-la. O curso do CCBM pode, inclusive, ser o embrião de um trabalho neste sentido, já que dura sete meses e trata de questões aprofundadas com profissionais qualificados e um plano pedagógico bem estruturado. Este formato pode, de repente, apontar para a criação de um curso técnico."
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matéria completa no link
http://www.tribunademinas.com.br/cultura/alem-da-interpretac-o-1.1439406
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
AH... OS ANOS SETENTA!
Aos saudosos pessimistas da cultura, aos frustrados com a arte do hoje, e especialmente aos “novos velhos” que não se apropriaram do seu presente e conscientemente reproduzem a nostalgia daquilo que não viveram:
Eu não nasci nos “anos 70”, não vivi os “anos 70”, não sei dos tais “anos 70” mais do que os livros e meus pais podem me contar. E como ser singular do meu tempo,convivo com um discurso pessimista e saudoso que tende a sujeitar a cultura do presente, a despejar um cansado conjunto de falsas expectativas no presente as quais, obviamente, se frustram. Digo “falsas expectativas”, pois duvido muito que os saudosos pessimistas conseguiriam dar conta de um presente potente, de um presente que não se enquadra nos seus velhos discursos, nas suas velhas práticas semióticas que querem dar conta do mundo.
Caros senhores, a razão não dá conta do mundo desde o século XVII, quando o filósofo Spinoza propõe a intuição como o terceiro campo do conhecimento. Bem antes do inconsciente freudiano, bem antes da natureza das intensidades de Deleuze (que, a propósito, é um grande nome espinozista contemporâneo).
Spinoza, valorizando o conhecimento intuitivo, e, nesse sentido, a criação a partir de si (isso lá nos mil e seiscentos!), é muito mais contemporâneo do que uns tais “artistas revolucionários” dos anos 70, conhecidos meus, apaixonados pela clareza comunicativa, que dão conta do mundo, e têm, eles todos, completos e inteirinhos, seus inícios, meios e fins.
Caros senhores, os presentes não os desrespeitam, os presentes só querem a vossa licença para se apropriarem do seu próprio tempo. Aliás, cada vez que escuto que hoje a coisa vai mal e “bons mesmo eram os anos 70”, eu penso numa relação de causa e consequência bem simples: os incríveis anos setenta são fruto da geração anterior, os pobres anos 50 pós-guerra, que precisaram repensar a sua relação com a existência, após holocaustos e bombas de átomo. Nesse sentido, o hoje, dentre outros fatores, é resultado do trabalho dos jovens de 70 (por acaso, a geração da juventude dos meus pais.)
Segundo a lógica dos saudosistas conhecidos meus, posso dizer que se hoje a coisa vai mal, a culpa não é da geração 2000.
Como meu pensamento não se constrói na dialética da culpa, e eu não estou nem aí pra quem quer se responsabilizar quanto aos prejuízos do tempo presente, posso dizer que sou bastante feliz por ser do tempo do processo, do tempo da natureza das intensidades, dos confrontos. Isso me faz ser mais dono de mim e menos dono do mundo. Isso me faz respeitar a potência que há em cada singularidade, isso me torna mais livre e menos limitado, menos constrangido (também citando Spinoza).
Sou feliz por esse papo aqui não ter início, meio e fim. Por ser atravessado por diversas possibilidades, e por simplesmente abrir diálogo com quem tiver material e interesse em dialogar.
No mais, espero honestamente, caros saudosos e “velhos novos”, que vocês deixem os “anos 70” e comecem a olhar imediatamente para o aqui e agora, e percebam que criar expectativas sobre o presente é olhar o futuro! E NÃO, senhores! NÃO queiramos o futuro! Queiramos o agora, o confronto com o agora, para que simplesmente estejamos aqui com toda a nossa potência.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
ALEGRIA DO BOI - Finalista do 5º Festival de Cenas Curtas da Funalfa
ALEGRIA DO BOI - Cena Finalista do 5º Festival de Cenas Curtas de Juiz de Fora, apresentação 16/11/2013
texto e concepção: Felipe Moratori direção: Renata Rodrigues elenco: Felipe Moratori e Licya Benatti Técnica: Emmanuel Domingos e Carolina Tagliati Produção: Cintia Brugiolo
Em um lugar onde ninguém fala pra fora, um pasto sempre é queimado. Lá, dois irmãos estão diante de uma criatura enigmática, que ameaça invadir a casa deles, caso ensinamentos não sejam entendidos.
AMOR DE MAPA - Finalista do 5º Festival de Cenas Curtas da Funalfa
5º FESTIVAL DE CENAS CURTAS DE JUIZ DE FORA (apresentação 18/11/2013)
AMOR DE MAPA 35mg - Texto e direção: Felipe Moratori. Elenco: Michele Simões e Thayná de Paula.
Técnica: Emmanuel Domingos, Cassiano Fernandes e Sthela Lacerda.
Duas garotas estão diante de uma incrível invenção da ciência farmacêutica: a droga cupido. Que promete aproximar as pessoas organicamente mais compatíveis para o amor.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
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